Sábado, 28 de Maio de 2022
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Rússia é suspensa do Conselho de Direitos Humanos da ONU após massacre em cidade ucraniana

O Brasil e mais 53 países, se absteve da votação.

08/04/2022 às 22h45 Atualizada em 08/04/2022 às 22h56
Por: Redação Integrada Fonte: Com informações do Metrópoles
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Crédito: Reprodução/Serviço de Estado da Ucrânia para Emergências
Crédito: Reprodução/Serviço de Estado da Ucrânia para Emergências

Nesta quinta-feira, 7, a Assembleia-Geral Organização das Nações Unidas (ONU) decidiu suspender a Rússia do Conselho de Direitos Humanos como forma de represália ao massacre em Bucha, na Ucrânia.

A proposta apresentada pelos Estados Unidos, traz o argumento de “violações e abusos flagrantes e sistemáticos dos direitos humanos”, o qual foi chancelada pelos embaixadores.

A votação pela suspensão da Rússia contou com 193 países. Para que a medida fosse aprovada eram necessários um total de 129 votos a favor. O Brasil e mais 53 países, se absteve da votação.

Ao todo 24 países votaram contra, entre os que votaram contra estão Rússia e países parceiros como Belarus.

No documento referente ao projeto de resolução, fala em "graves preocupações sobre a crise humanitária e sobre os direitos humanos na Ucrânia", após os relatórios referentes a violações cometidas pela Rússia. Moscovo nega ter civis como alvo.

O Conselho de Direitos Humanos, criado no ano de 2006, é composto por 47 Estados-membros, eleitos pela Assembleia-Geral das Nações Unidas. Na história da ONU, somente a Líbia foi suspensa do Conselho de Direitos Humanos, no ano de 2011.

Tanto Ucrânia como Rússia são membros do Conselho, sendo que o mandato russo expira no ano que vem.

Desde o início da invasão russa da Ucrânia, no último dia 24 de fevereiro, a ONU tem condenado a investida militar russa e defende que seja retirada as tropas russas.

O massacre

No domingo, 3, a cidade ucraniana de Bucha teve pelo menos 20 cadáveres espalhados no chão e em valas comuns nas ruas da cidade. Segundo o governo ucraniano, mais de 400 corpos de civis foram encontrados. A guerra chega a 41 dias quinta-feira.

A situação foi declarada como massacre por órgãos de direitos humanos e como “genocídio” pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

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