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Como Janja ajudou a frear militares no 8 de Janeiro

Primeira-dama, relata Lula, foi essencial para impedir o decreto de uma GLO

08/01/2024 às 13h33 Atualizada em 08/01/2024 às 14h11
Por: Redação Integrada Fonte: Jornal Manancial com CARTACAPITAL
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A primeira-dama Janja Lula da Silva. Foto: Mauro Pimentel/AFP
A primeira-dama Janja Lula da Silva. Foto: Mauro Pimentel/AFP

A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, teve papel fundamental para frear os ânimos de parte dos militares que tentava assumir o poder no 8 de Janeiro de 2023.

O papel da socióloga no caso foi descrito pelo próprio presidente Lula (PT), um ano depois daquele episódio de violência em Brasília, em uma entrevista ao documentário “8/1: A Democracia Resiste”, da GloboNews.

Ela, conta o presidente, foi quem primeiro fez o alerta sobre os riscos de se decretar uma Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Na argumentação, a socióloga defendeu que a lei poderia abrir espaço no poder justamente para uma ala dos fardados que ansiava romper com a democracia.

“Foi a Janja que me avisou: ‘Não aceita GLO porque GLO é tudo o que eles querem, é tomar conta do governo'”, relata Lula. “Se eu dou autoridade para eles [militares], eu tinha entregado o poder para eles”, avalia em seguida.

O petista relatou, ainda ao canal, que o conselho de Janja foi acatado por ele, mas sofreu forte resistência entre os integrantes da Defesa. O próprio ministro, José Múcio Monteiro, foi um dos porta-vozes contra a posição da primeira-dama e cobrou o presidente para que o decreto fosse assinado.

No documentário, Lula conta que, literalmente, bateu na mesa ao fechar sua posição: “Disse que não ia ter GLO”, relembra ao descrever o tenso episódio.

A GLO está prevista no artigo 142 da Constituição Federal, em casos nos quais se esgotam as forças tradicionais de segurança pública, como a Polícia Militar e a Polícia Civil, durante graves situações de perturbação da ordem.

Esse decreto concede às Forças Armadas a atribuição de poder de polícia até o restabelecimento da normalidade.

No sábado 6, dois dias antes do dia em que marca o primeiro ano da tentativa de golpe no País, Lula já havia dado uma explicação dos motivos que o levaram a não decretar a GLO. Naquela ocasião, o argumento fornecido pela primeira-dama no 8 de Janeiro, sobre disputa de poder, foi usado por Lula.

“E eu disse ao ministro Flávio Dino que não teria GLO. Eu não faria GLO porque quem quiser o poder que dispute as eleições e ganhe, como eu ganhei as eleições”, contou ele em uma gravação de vídeo após uma pergunta do jornal Folha de S. Paulo.

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